Quatro tendências para pensar o mundo em 2025

A cada festival de inovação, seja  SXSW, Hack Town ou outros, ganham cada vez mais força a desconexão, a preocupação com o corpo e a retomada da alimentação natural seguida das reflexões sobre o ambiente. E o que todos esses temas têm em relação com as marcas? Iza Dezon, pesquisadora de tendências de comportamento e representante no Brasil da consultoria Peclers Paris, reforça que, em um primeiro momento, o sentimento com marcas, empresas e instituições é de desconfiança. No entanto, o que parece um problema no curto prazo, pode ser uma oportunidade no longo prazo.

“Observamos uma tendência da retomada de controle das pessoas em relação a alimentação, saúde e corpo e isso ocorre porque as empresas, instituições e marcas deixaram de representar a confiança que poderiam para as pessoas no passado. Existe a oportunidade de retomar essa relação, no entanto, isso só será possível se as marcas entenderem que o propósito não pode ser individual, da empresa, ou do negócio, ela deve se conectar ao propósito coletivo”, ressalta. Durante o Hack Town 2019, Iza apresentou um estudo da Peclers Paris com quatro macro-tendências para 2025, pensadas junto a filósofos, sociólogos, artistas e outros profissionais. Ela ressalta que todas elas se conectam e trazem um alerta importante para a sociedade.

Viver melhor
“As discussões sobre wellness têm crescido e aumentou a compreensão de que somente o individuo é responsável pelo seu próprio equilíbrio mental. Se por muitos anos as pessoas delegaram esse cuidado para empresas, marcas, ou terceiros, é hora de retomar o controle. Isso leva a uma jornada de autoconhecimento que começa a mudar a consciência e a relação das pessoas com elas mesmas. Isso ganha ainda mais relevância quando se considerar que, até 2050, 25% da população mundial estará acima dos 60 anos, o que aumenta a necessidade dos cuidados com a saúde.”

Corpo consciente
“O ritmo frenético e a tecnologia em escala vêm fazendo com que as pessoas se esqueçam do corpo e foquem apenas em suas telas e mentes. O processo de reencontro com o bem-estar também traz a consciência sobre o corpo e o que ele representa. Isso tem um impacto direto na forma como marcas vão pensar seus produtos. Sobretudo, porque aumenta a necessidade do desenvolvimento de produtos e serviços que foquem no envelhecimento com saúde, a performance bioativa, os produtos de cuidados femininos e o bem-estar multifatorial.”

Propósito coletivo
“A necessidade de se encontrar um propósito é uma realidade para pessoas e empresas. No entanto, segundo Iza, já não faz sentido que o foco continue no propósito individual, se ele não estiver conectado com o coletivo, os problemas da humanidade, que são complexos, não serão resolvidos. Isso faz com que aumentem as iniciativas de repensar os espaços urbanos, coletivos e as dinâmicas makers e de colaboração que ajudem a desenvolver novas dinâmicas sociais.”

Nativos digitais ecológicos
“Os nativos digitais, principalmente aqueles com menos de 30 anos, cresceram bombardeados, nas redes sociais, com informações voltadas a preocupação com o ambiente. O que como consequência positiva criou os nativos ecológicos digitais que ajudam a repensar o consumismo, o impacto do lixo e o consumo consciente. Esse grupo reforça o conceito de hiperecologia em que a conexão com o ambiente, ainda que nas grandes cidades, volte a fazer mais sentido. Um dos exemplos recentes desse fenômeno é a estudante sueca de 16 anos Greta Thumberg.”

Fonte: M&M

Festival Varilux de Cinema Francês

Uma década mais tarde, o Festival Varilux de Cinema Francês segue, a exemplo dos últimos anos, como o maior evento do gênero fora da França. A partir desta quinta (6) e até o dia 19 deste mês 78 cidades brasileiras recebem a maratona de produções – nesta 10ª edição, serão exibidos 18 longas-metragens, 16 deles inéditos.

Único desse perfil com abrangência nacional, o Varilux chega neste 2019 a todas as regiões do país – somente Acre, Amapá, Rondônia e Roraima não foram incluídos. Em Minas Gerais, as sessões serão em nove cidades. Em Belo Horizonte haverá exibições diárias nos cines Belas Artes, Humberto Mauro, Pátio, além do Sesc Palladium.

“A curadoria sempre prima pela qualidade e diversidade em termos de gênero. Buscamos também misturar diretores e atores consagrados com outros mais jovens, para que o festival seja uma vitrine bem relevante”, afirma a curadora Emmanuelle Boudier, da Bonfilm, criadora e realizadora da promoção.

François Ozon, hoje um dos mais celebrados cineastas franceses, terá seu mais recente longa no festival, Graças a Deus, vencedor do Urso de Pratano Festival de BerlimJuliette Binoche e Nicole Garcia dividem a cena no thriller psicológico Quem você pensa que sou, de Safy Nebbou. Um dos jovens atores mais incensados da produção francesa, Louis Garrel está no elenco de dois filmes – A revolução em Paris, de Pierre Schoeller e Um homem fiel, que Garrel também dirige.

Assim como em todos os anos, uma delegação de atores e diretores franceses chega ao país para promover os filmes – em São Paulo e no Rio, apenas. Um dos nove convidados é o cineasta Pierre Scholler, que dirigiu A revolução em Paris, filme que acompanha a Revolução Francesa (1789). Além de Garrel, a produção, que custou 17 milhões de euros, traz no elenco Gaspard UllielLaurent Lafitte e Adèle Haenel. “É um grande espetáculo com um elenco incrível de jovens atores que mistura personagens históricos com pessoas comuns”, continua Emmanuelle, lembrando-se dos 230 anos da Revolução Francesa.

Já Graças a Deus, que traz ao Brasil o ator Swann Arlaud, é baseado na história que levou à condenação do cardeal francês Philippe Barbarin. No início deste ano, Barbarin, arcebispo de Lyon, foi condenado a seis meses de prisão por não denunciar agressões sexuais contra menores cometidas por um padre de sua diocese. No drama, três homens, que na infância sofreram abusos de um padre, se unem para tentar levar o caso à Justiça, já que o religioso ainda prega junto a crianças.

“O filme do Ozon nos interessou não só por ter ganhado Berlim, mas também por causa do assunto, o abuso, que é um tema mundial”, observa Emmanuelle. Dois outros filmes têm temática semelhante. Exibido ano passado no Festival de Cannes, Inocência roubada acompanha os traumas que uma bailarina carrega na idade adulta por ter sido vítima de abuso sexual, quando criança, praticada por um amigo da família. Os dois diretores do filme, Éric Métayer e Andréa Bescond, estarão no Brasil.

“Já Filhas do sol (de Evan Husson) fala do assunto de uma maneira diferente”, comenta a curadora. O longa acompanha mulheres curdas que, depois de terem os maridos assassinados e serem estupradas durante a guerra, formam um batalhão para lutar. A força feminina ainda estará representada na animação Asterix e o segredo da poção mágica, em que a dupla busca um novo guardião para a poção mágica da Gália.

CLÁSSICO 

O Varilux sempre celebra um longa-metragem clássico. Comemorando 30 anos, Cyrano, com Gérard Depardieu no papel-título, será exibido em cópia restaurada. A escolha pelo longa dirigido por Jean-Paul Rappeneau não foi exclusivamente pela efeméride. Um dos longas inéditos do festival é Cyrano mon amour, em que o diretor e roteirista Alexis Michalik acompanha a história do dramaturgo Edmond Rostand(1868-1918). Em tom de comédia farsesca, o filme mostra como Edmond escreveu um dos mais encenados textos do teatro francês.

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS
De quinta (6) a quarta (19). Em BH, as sessões ocorrem nos cines Belas Artes, Ponteio, Pátio e Humberto Mauro e no Sesc Palladium. Em Minas, o evento será promovido também em Ouro Preto, Juiz de Fora, Caxambu, Pouso Alegre, Cambuí, Poços de Caldas, Januária e Paracatu. Programação completa em variluxfrances.com/2019

Fonte: Divirta-se

Mercado geek está pronto para pular de fase no Brasil

S¿o Paulo, dezembro de 2016. Cobertura do evento CCXP 2016 no S¿o Paulo EXPO. Foto: Carolina Vianna.

Segundo especialistas, o mercado geek ainda está longe de atingir seu potencial total no Brasil. A quantidade de filmes, séries, quadrinhos, games, produtos licenciados e eventos como a CCXP, que acontece a partir desta quinta-feira, 6, em São Paulo, é só um indício da proporção que o segmento pode ter. Pelo menos essa é a opinião de representantes de empresas ligadas a esse universo, como Hasbro, Piticas, Social Comics, Imaginarium e Nerd ao Cubo. “Se você analisar alguns nichos, como o cinema, dos dez filmes mais vistos em 2017, oito eram ligados a algo da cultura pop, super-heróis ou outra temática relacionada ao mundo geek. Podemos avaliar que a cultura pop ainda está em alta e nem alcançou um nível de estabilização. Há muito a ser explorado”, diz Kellen Silverio, diretora de marketing da Hasbro.

(Crédito: Hermes Rivera/Unsplash)

Ao Meio & Mensagem, executivos de cada marca compartilharam suas percepções sobre o desenvolvimento desse segmento, quais as lacunas podem ser exploradas e os obstáculos para o avanço do universo geek em produtos e serviços.

Definição

Geek, nerd, game, cultura pop: todos são conceitos muito difundidos e um tanto nebulosos. Nesse embalo, as marcas podem se perder na criação de produtos e linhas geek. “Eu prestei consultoria um tempo atrás pra uma marca que pegava a imagem do Batman e colocava em um produto e chama isso de linha geek. Isso não é uma linha Geek, isso é só um produto com o Batman estampado”, diz João Paulo Sette, criador do Social Comic, plataforma de streaming para quadrinhos. Para ele, o diferencial de um produto geek está no efeito de paixão e necessidade que determinada peça licenciada causa no consumidor.

“Geek está muito mais relacionado àquilo que nos apaixona, que nos torna fã de alguma coisa. Nós sempre seremos fã de algo. Minha avó, lá na Paraíba, escuta todos os dias Padre Reginaldo Manzotti. Ela adora o Padre, tem camisa e livro dele. Minha avó é uma geek do Padre Reginaldo do mesmo jeito que eu sou do Spider Man e do Senhor dos Anéis? Quem diz que o que ela sente pelo padre é diferente do que eu sinto pelo Aranha ou pelos Hobbits? Por isso que o mercado geek é muito mais amplo do que a gente imagina”, diz o executivo.

Comunicação

É no fanatismo descrito por João Paulo que a Piticas encontrou uma das peças chaves para conquistar o consumidor de produtos geek, por meio de camisetas, moletons e outras peças de vestuário. Felipe Rossetti, co-fundador, avalia que as empresas devem se aprofundar nos estudos sobre quem é o público-alvo e a série, desenho, filme, game ou HQ, que é consumido.

“Esse nosso nicho de mercado é bem fechado e diferente. Nos outros nichos você coloca um influenciador de massa geral, que a relação é muito direta entre número de seguidores e engajamento. Então quando nós fazemos uma campanha ou produto, é para o fã. Ou seja, tem que ter diferença na estampa: colocamos um detalhe que só quem é fã vai entender”, conta.

“Há um processo interessante das marcas e redes de varejo conhecerem o próprio mercado, se sentirem mais confiantes e ampliar o investimento em coleções e ações de promoção”, diz Thiago Colares, diretor de marketing da Imaginarium. “Isso pode gerar oferta consistente e com calendário mais constante, em virtude desse conhecimento mais aprofundado do próprio mercado, que, ao meu ver, ainda está em maturação.”

Questão de inovação

Para Diogo Santos, sócio-fundador da Nerd ao Cubo, clube de assinatura de colecionáveis e outros objetos, todas as empresas devem e podem estar nesse segmento, desde que saiba a ponte entre seu produto ou serviço e o conteúdo: “Vejamos o mercado de carros por exemplo. A industria automotiva ainda não apostou no mercado Geek. Já houve carros da Copa, do Rock In Rio… Houve, sim, um Jeep Renegade Batman vs Superman, mas não foi lançado no Brasil. Sabemos que o Camaro teve um bom número de vendas impulsionado pelo Bumblebee de Transformers, que inclusive tem novo filme agora em dezembro. Como representante da classe geek, eu afirmo que meu maior sonho como consumidor desse mercado é ter um Delorean (carro da série De Volta para o Futuro) e tenho certeza que há milhares como eu”, diz.

Para Thiago Colares, “a oferta do varejo, no Brasil, ainda é fragmentada, em players que em muitos casos não possuem abrangência nacional. Há um potencial a ser explorado no varejo físico e cross com opções de entretenimento e experiência, como se vê no mercado americano.”

Felipe Rossetti acredita que uma das áreas dentro do universo geek que carece de exploração são os animes e games. Segundo o executivo, o faturamento com produtos relacionados a game da Piticas cresceu 20% nos últimos três anos. “É o nicho que mais cresce dentro do mercado geek”, diz.

“Lá fora, tanto na Ásia quanto nos EUA, são áreas bem consolidadas, e as empresas brasileiras nunca acreditaram muito nesse nicho de mercado. Agora que estão começando a enxergar que existe um mercado gigantesco. Podemos ver isso com as magazines que até pouco tempo atrás não trabalhavam com licenciamento em suas estampas”, diz Felipe. “Agora, todas estão entrando com força no produto licenciado. Isso é um perfeito exemplo do porquê e como o mercado está se expandido. Não foi explorado antes, porque não enxergavam as possibilidades de lucro.”

Obstáculos

Além de definir, comunicar e inovar, um dos entraves apontados por Diogo Santos é o sistema de importação e exportação de produtos, cujas taxas são caras e as regras numerosas. “As detentoras das marcas precisam facilitar o licenciamento. O Brasil não produz mais porque as portas estão fechadas. Pouquíssimas marcas conseguem licenciar e têm seguir regras que limitam os produtos, além de arcar com um custo alto. Essa é uma área que pode mudar, só depende das marcas. Quanto à importação, infelizmente o importador precisa repassar para o cliente os custos super altos de tarifas, de distribuição e ainda embutir sua margem. Dessa forma tudo fica caro”, diz. Tudo isso encarece produtos: “Os Pop Funkos, que são uma verdadeira febre, por exemplo, são vendidos no Brasil com um valor médio de 10 a 15 vezes superior ao preço de saída de fábrica”.

Fonte: Meio & Mensagem

Qual é a sua verdade?

Após 2016, o ano que lançou a era da pós-verdade de forma definitiva no contexto político social em escala planetária, a construção de narrativas a partir de versões da realidade desconectadas de fatos passou a conviver intimamente com nosso dia a dia. O conceito de verdade nunca foi tão elástico e poroso como neste final de segunda década do século 21. A vitória do Brexit, no Reino Unido e de Donald Trump, nos EUA, são os marcos de um processo pintado com cores fortes por mentiras e falsidade políticas. Esses estratagemas não são novos e também não são o mesmo que pós-verdade. “A novidade não é a desonestidade dos políticos, mas a resposta do público a isso. A indignação dá lugar à indiferença e, por fim, à convivência. A mentira é considerada regra, não exceção, mesmo em democracias”, diz o jornalista inglês Matthew D’Ancona no seu livro Pós-Verdade – a Nova Guerra Contra os Fatos em Tempos de Fake News.

Em 2008, o professor da Universidade de Chicago, Richard Thaler, conselheiro informal do então candidato à Presidência dos EUA, Barack Obama, e um dos expoentes da chamada economia comportamental lançou o best seller Nudge – Aprimore suas Decisões sobre Saúde, Riqueza e Felicidade. A obra, feita em coautoria com Cass Sustein, foi lançada no Brasil um ano depois pela editora Elsevier com o subtítulo O Empurrão para a Escolha Certa.

Mais do que uma introdução acessível a essa linha da teoria econômica ao traçar as duas formas de pensamento (automática e reflexiva), os autores se apresentam como arquitetos de escolhas. A saber: aqueles que têm a responsabilidade de organizar o contexto no qual as pessoas tomam decisões. Eles listam seis princípios da boa arquitetura das escolhas: estruturas complexas, entender mapeamentos, esperar erros, incentivos, opções pre-definidas e fornecer feedback. Thaler e Cass partem do princípio de que não existe neutralidade. Tudo importa. Um arquiteto de escolhas deve influenciar as pessoas a tomarem boas decisões, dando uma cutucada, uma orientação, ou, em inglês, o nudge.

Uma evolução sofisticada e complexa da simples distinção entre mentira e verdade marca o novo nudge dessa nossa sociedade hiperconectada, a pós-verdade. Ela se caracteriza pela perda do nexo e do vínculo com o real e o verdadeiro. Autoria, algo que é muito caro para nós jornalistas, não faz parte da lógica dessa nova era. A seleção da verdade é afetiva e identitária. A sociedade em rede esgarçou e capilarizou a capacidade de acesso à informação dando a qualquer pessoa a capacidade de construir sua própria narrativa, compartilhando aquilo que mais fala ao seu coração. Não importa que seja uma mentira.

Estudo de pesquisadores do MIT publicado em março pela revista Science (https://bit.ly/2D- cvbzH) comprova que a mentira se espalha mais rápido do que a verdade. As chamadas fake news são compartilhadas 70% mais do que as histórias baseadas em fatos reais. O estudo teve como base análise de mais de 80 mil notícias postadas no Twitter entre 2015 e 2016, das quais apenas 1% eram falsas. No entanto, os pesquisadores constataram que essas histórias falsas chegaram a atingir até cem mil pessoas facilmente. Por outro lado, notícias verdadeiras raramente são retuitadas por mais de mil pessoas levando cerca de seis vezes mais tempo para atingir 1,5 mil pessoas.

É louvável iniciativas de grandes grupos de mídia de implementaram serviços estruturados de fact-checking, como o projeto É Fato ou Fake, do Grupo Globo, ou o Comprova, do qual a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo é curadora. Mas, assim como todos as grandes questões contemporâneas este é um fenômeno formado por estruturas complexas. A tecnologia, o uso de dados e de bots são apenas a ponta desse processo que começa no impacto emocional que as fake news causam nas pessoas. Do mito da cebola cortada que causa infecções seríssimas à disseminação de posts indicando que as vacinas podem levar à maior incidência de crianças com Síndrome de Down — contribuindo para a formação do caldo de fatores que provocaram a menor cobertura vacional dos últimos 20 anos no Brasil —, as notícias falsas são a face visível de uma sociedade cujos valores são construídos por meio de influência e confiança.

Nesse contexto de verdades múltiplas e aparente vitória de visões de mundo simplistas e retrógradas, marcas, mídia, plataformas tecnológicas, profissionais de comunicação e a sociedade em geral entram em contato com histórias e realidades que achávamos que estavam distantes de nós, no século passado. Lidar com o contraditório, exercer o espírito crítico e desenvolver a musculatura da tolerância são habilidades que não fazem parte da nossa formação como indivíduos nem como sociedade. Uma vez que neutralidade não constrói valor nessa nova dinâmica de arquitetura das escolhas temos de ser antes de qualquer coisa responsáveis e leais a nossas próprias verdades.

*Crédito da foto no topo: Pixabay/Pexels

Fonte: M&M

O que será tendência no e-commerce do Natal

Onatal no e-commerce de 2017 deve faturar R$ 8,7 bilhões, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da consultoria Ebit que também estima um aumento de 11% no volume de pedidos passando de 16,6 milhões para 18,4 milhões. O tíquete médio da ocasião terá uma evolução de 2% passando de R$ 463 para R$ 471.

Para o levantamento, a Ebit leva em consideração as vendas estimadas para o e-commerce no período de 15 de novembro a 24 de dezembro. “Os preços do e-commerce estão registrando deflação há 12 meses consecutivos. Mantida esta tendência em dezembro, o índice deverá fechar 2017 com retração de 2,5%. Para o e-commerce, esse é um dado muito relevante, pois mostra que a alta no faturamento está apoiada no volume de pedidos. O consumidor está vindo cada vez mais para o e-commerce e comprando com mais recorrência”, explica.

A alta estimada para o natal deste ano está de acordo com o que a Ebit havia considerado para o segundo semestre de 2017. Confira as subcategorias e produtos que, de acordo com a Ebit, serão mais vendidos em volume de pedidos neste ano.

1. Bonecas
2. Cafeteira
3. Camisa Esportiva
4. Camiseta Masculina
5. Celular e Smartphone
6. Cobre-Leito
7. Fogão
8. Jogo de Cama
9. Jogo de Panelas
10. Jogos de Vídeo Game
11. Livros
12. Perfume
13. Pneu de Carro
14. Relógio de Pulso
15. Sandálias Femininas

 

Fonte: M&M

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