Exposição ‘Entre Amigos’ 2018

A exposição “Entre Amigos” vai reunir trabalhos de 23 artistas plásticos. São cerca de 100 obras entre pinturas, esculturas, peças em cerâmica, objetos em madeira, além de fotografias. Os artistas convidados são: Bráulio Bittencourt, Carlos Macedo, Eliana Martins, Faris Dawood, Gilberto Abreu, Hogenério, Iara Abreu, JB Macedo, Joseph John, Juarez Dias Costa, Léo Maciel, Márcio Silva, Manoel Teixeira, Rosana Zschaber, Simone Zanol, Helena Lima, Henrique Piantino, José Francisco, Lídia Miquelão, Lorena Mascarenhas, Willi de Carvalho, Agnaldo Pinho e Lorena Zschaber.

Abertura: 15 de dezembro de 2018, sábado, de 11 às 18h
Visitas: De segunda a sexta, 10 às 18h. Sábado, 10 às 14h até 05 de janeiro

Casa Lima D’artes
Rua Lima Duarte, 86 – Carlos Prates
Belo Horizonte – MG
31 3462-4324 / 99836-4324 / 99494-9118

http://casalimadartes.com.br

Os fatos de Marketing de 2018

Ao longo do último mês, a equipe de jornalistas de M&M se reuniu para elaborar dez listas com profissionais e acontecimentos que marcaram os mercados de comunicação, marketing e mídia. Veja a seguir os fatos de marketing mais importantes de 2018 destacados pela redação. (Os acontecimentos não estão listados em ordem de importância.)

Adotada na Europa, GDPR inspira Lei no Brasil

No início de 2018, uma sigla que parecia distante passou a ser mencionada com frequência no Brasil. A GDPR, General Data Protection Regulation, que entrou em vigor em 25 de maio, regula a coleta e gestão de dados pessoais por empresas sediadas na União Europeia. O início da vigência alertou o mercado publicitário brasileiro, sobretudo, das agências que atendem anunciantes globais. Ao Meio & Mensagem, Ronaldo Lemos, professor visitante da Columbia University, ressaltou que a GDPR teria um “efeito viral”. E teve: a regulamentação europeia foi uma das principais inspirações para a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), aprovada pelo presidente Michel Temer, em agosto, e que entrará em vigência a partir de 2020. Entre os pontos em comum estão a exigência de consentimento para o uso dos dados e opções para a correção e a exclusão de tais informações. No Brasil, a LGPD veio acompanhada da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Em ambas, o descumprimento prevê multas milionárias.

Multifuncionalidade da IA atrai anunciantes

BIA. Com essa sigla simpática, o sistema de inteligência artificial do Bradesco foi apresentado ao público em 2018. A Bradesco Inteligência Artificial já interage com os clientes do banco e realiza ações básicas. Mas para seu futuro, a área de inovação do banco espera não só uma voz como também uma interface cada vez mais humanizada. “O fator humano é fundamental”, diz Luca Cavalcanti, diretor-executivo do Bradesco. A BIA foi um símbolo de um ano relevante em termos de uso de inteligência artificial. A Volkswagen, por exemplo, lançou, em fevereiro, o modelo Virtus com um assistente embarcado, em parceria com a IBM. A rede de idiomas Wizard by Pearson também criou um assistente, o Wiz.me que ajuda os alunos a potencializarem o aprendizado de idiomas. Já a rede de drogarias Onofre lançou um robô em sua flagship, em São Paulo, para manipular e separar medicamentos para os clientes. Até perfumes foram criados por robôs neste ano. O Boticário deixou por conta de um sistema de IA uma de suas fragrâncias para 2019.

Liderança feminina em foco

O Caboré 2018 teve o recorde de mulheres premiadas, cinco nas sete categorias destinadas a profissionais, fato que não é um movimento isolado. Iniciativas para ampliar a presença de profissionais do sexo feminino no mercado da comunicação têm crescido, como o projeto More Grls, lançado no início de abril, para ser um mapa de talentos femininos nas áreas da publicidade, design e conteúdo; e o PósMBA Advanced Boarding for Women, da Saint Paul Escola de Negócios, em São Paulo, fórum exclusivo para mulheres, voltado a profissionais de cargos C Level ascenderem nos conselhos de administração das empresas. Já neste mês, como fonte de inspiração e instrução, foi lançado o livro Mulheres do Marketing, coordenado por Andréia Roma e Tatyane Luncah, que reúne depoimentos de 39 mulheres que ocupam cargos de liderança no marketing de empresas como Avon, CocaCola, Disney Brasil, Globosat, Marisa, Nestlé, Samsung, Johnson & Johnson e Visa. Segundo dados apontados pelo More Grls, 65% das mulheres não se sentem representadas na propaganda atual e as equipes das agências têm menos de 20% profissionais do sexo feminino na criação.

P&G corta US$ 400 milhões do marketing global

Ao longo de 2018, a centenária P&G continuou seguindo à risca seu regime de otimização de custos. Em fevereiro, o CEO global David Taylor anunciou o plano de economizar US$ 400 milhões em comunicação até o fim do ano fiscal de 2021, em 30 de junho (sendo que nos últimos três anos a companhia já havia reduzido US$ 750 milhões, cortando pela metade o número de agências a seu serviço, de seis para três mil). O executivo revelou, ainda, que a P&G poderá chegar a cortar 80% de suas agências e a trabalhar de uma maneira mais “open source” com suas parceiras de publicidade, focando projetos pontuais. No Brasil, a empresa celebrou seus 30 anos no mercado local e passou por mudanças em sua estrutura: em fevereiro, Juliana Azevedo foi anunciada como nova CEO, substituindo Alberto Carvalho, que trabalhou na P&G por 26 anos (os últimos cinco como CEO no Brasil) e deixou a companhia; já em julho, após a ida de Poliana Sousa para a Coca-Cola, o venezuelano Leonardo Romero, que era da área comercial, assumiu o cargo de diretor de marketing da P&G Brasil.

Transformação por estágios

As marcas estão em diferentes níveis de adaptação ao digital, mas já está claro que o consumidor tem demonstrado às empresas que não mudar não é mais uma opção. A pesquisa Smart Insights Managing Digital Marketing, divulgada neste ano, mostrou que 30% das empresas já estavam com algum programa de transformação em andamento e outras 33% pretendiam criar suas iniciativas ainda em 2018. O marketing e a tecnologia da informação (TI) são os líderes desses processos. Este ano, eles foram acelerados, principalmente, com a adoção em maior escala da inteligência artificial (IA) e automação (inclusive machine learning) na parte de TI, e a assunção, pelos CIOs e CMOs, de novas responsabilidades de marketing. A aceleração rumo à transformação também tem sido impulsionada por pure players como Facebook e Google, e apps como Uber, Airbnb e Booking, que têm provocado, cada um no seu segmento, disrupções nas tradicionais indústrias. Outra pesquisa, do Gartner, ratifica que as iniciativas digitais vão liderar a lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital — um número acima dos 17% deste ano.

Marcas vestem a camisa dos times e eventos de eSports

Alguns números foram repetidos como um mantra pelo mercado anunciante em 2018: cerca de 385 milhões de espectadores únicos ao redor do mundo, faturamento de US$ 696 milhões em 2017, expectativa de receita de US$ 1,5 bilhão anual até 2020. As cifras da Newzoo, uma das consultorias mais respeitadas no mercado de games, apontavam que os eSports não eram mais nicho. E as marcas responderam com velocidade. A lista de anunciantes que se envolveram com eSports no Brasil em 2018 é grande e inclui as mais variadas ações, que vão desde patrocínios a equipes e torneios, até a compra de times, inauguração de arenas e criação de realities. Mastercard, Gillette, Sky, Ponto Frio, Kalunga, Trident, 5Star, Burger King, Globo, Oi, Coca-Cola, Net e muitas outras marcas entenderam a importância do segmento. Só o Brasil tem 11,4 milhões de espectadores de jogos eletrônicos e representa quase a metade da audiência na América Latina, que é de 23,7 milhões pessoas.

Memes e redes com a bola toda na Copa da Rússia

A Copa da Rússia 2018 levou a festa dos gramados e arredores do estádio para a internet. Memes, personagens e muitos virais marcaram essa edição do torneio. Tudo isso foi possível pelos mais de 3,2 bilhões de pessoas conectadas à internet e 2,5 bilhões que utilizaram as redes para acompanhar as partidas. Esse clima fez do Canarinho Pistola, mascote da seleção brasileira, uma verdadeira sensação protagonizando grande parte dos memes e sendo, inclusive, figura presente em ações de marcas como Itaú e Guaraná Antárctica, patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Outra figurinha carimbada das redes foi o russo Yuri Torsky, mais conhecido como feiticeiro do hexa, que ganhou fama após a partida entre Brasil e México, e foi levado pela Brahma para assistir ao jogo da eliminação da seleção brasileira contra a Bélgica, nas quartas-de-final. A Copa da Rússia também foi marcada pela estreia do VAR (árbitro assistente de vídeo), que abriu um novo capítulo na midiatização do futebol.

Mandarim, a nova língua do futebol mundial?

O sonho da China é poder sediar a Copa do Mundo algum dia. Enquanto isso não acontece, o público e as marcas fazem sua parte. Mais de 40 mil ingressos para o torneio deste ano foram comprados por chineses, número três vezes maior do que os alemães. Fora de campo, as marcas chinesas se destacaram. Yadea (motocicletas e bicicletas elétricas), Mengniu (sorvetes e iogurtes), Vivo (smartphones), Dalian Wanda Group (conglomerado de mídia), Hisense (TVs e refrigeradores), Luci (entretenimento e tecnologia), Zhidianyijing (realidade virtual) e Diking (trajes masculinos) investiram, no total, US$ 835 milhões, no torneio, fatia considerável da receita de patrocínio da Copa, que chega a US$ 2,4 bilhões, de acordo com a Zenith. A grande exposição das marcas chinesas gerou um caso curioso. A operadora Vivo, do Brasil, patrocinadora da CBF e cotista da Globo, e a fabricante de smartphone Vivo, da China, patrocinadora global da Fifa, apareceram simultaneamente ao telespectador nas transmissões da Globo.

Volkswagen reduz número de agências e cria hubs regionais

Em novembro, a Volkswagen encerrou seu processo de concorrência global e anunciou a redução de suas agências parceiras de 40 para quatro. A meta é, até o final de 2020, trabalhar com somente três. Buscando acelerar seu crescimento no digital, tanto na comunicação quanto nos serviços, a fabricante selecionou o que chama de powerhouses para administrar suas demandas de publicidade e marketing em regiões estratégicas: o Omnicom, na América Latina e na Europa; o WPP, na América do Norte; e a Cheil, que continua responsável pela marca na China. Para atender o anunciante na América do Norte, o WPP montou a VW Partnership, que envolve as agências Possible, David, Taxi, Geometry Global e Hogarth. No Brasil, a AlmapBBBDO manteve a verba e estendeu o atendimento para os demais países da América do Sul. A Volkswagen espera expandir sua eficiência em marketing em 30% nos próximos dois anos, sem, no entanto, alterar a verba de marketing, atualmente na casa de € 1,5 bilhão.

Samsung se torna maior anunciante global

Depois de anos na liderança do ranking do Ad Age de Maiores Anunciantes do Mundo, a Procter & Gamble foi ultrapassada na edição mais recente do estudo, a 32a da série histórica. A sulcoreana Samsung investiu US$ 11,2 bilhões em publicidade e promoção em 2017, o que representou uma alta de 13%, enquanto a multinacional de bens de consumo fez aportes da ordem US$ 10,5 bilhões no ano fiscal encerrado em junho de 2018, mantendo os números estáveis. A troca de posições é resultado de dois movimentos: a redução dos aportes da P&G (que nos últimos três anos reduziu US$ 750 milhões em seus investimentos, cortando pela metade o número de agências a seu serviço, de seis para três mil) e a expansão da verba da Samsung, especialmente após a publicidade negativa gerada pelo recall do modelo Galaxy Note 7, em 2016, depois dos episódios de explosão da bateria. No ano passado, os investimentos da fabricante de eletrônicos foram robustos no lançamento dos modelos Galaxy S8 e Galaxy Note 8.

Fonte: Meio & Mensagem

O incrível projeto do fotógrafo que trabalha no aeroporto

Ibrahim – Ruanda

fotografia aeroporto 1

Ele encontrou a maneira perfeita de unir sua paixão por fotografia com as milhares de pessoas diferentes que costuma cruzar todos os dias no aeroporto, já que trabalha no local. Entre momentos de calmaria, o turco sai pelos corredores de um dos aeroportos mais movimentados do mundo em busca de um bom retrato.

Nicole – Ucrânia

fotografia aeroporto 2

O projeto começou em março deste ano e até agora já juntou 177 fotografias de pessoas de 77 países diferentes. A ideia é que o projeto apenas termine quando chegar no objetivo de fotografar pessoas de 100 países diferentes, não importa quanto tempo leve.

Freya – Escócia

fotografia aeroporto 3

Observador, às vezes ele passa horas tentando encontrar um rosto que lhe chame atenção. Um cabelo diferente, uma peça de roupa exótica ou um olhar sincero são exemplos de motivos que o fazem abordar um viajante. Um projeto maravilhoso, que mostra como o mundo é rico e como podemos ser, ao mesmo tempo, tão iguais, porém tão diferentes.

Bash – Líbano

fotografia aeroporto 4

Shayma – Kuwait

fotografia aeroporto 5

Jussi – Finlândia

fotografia aeroporto 6

Frédéric – França

fotografia aeroporto 7

Kavinthida – Tailândia

fotografia aeroporto 8

Parl – Estônia

fotografia aeroporto 9

Indrė – Lituânia

fotografia aeroporto 10

Christophe – Bélgica

fotografia aeroporto 11

Idris – Nigéria

fotografia aeroporto 12

Jargal – Mongólia

fotografia aeroporto 13

Frankie – Inglaterra

fotografia aeroporto 14

Paris – Estados Unidos

fotografia aeroporto 16

Fonte: Hypeness

Por que ter uma página nas redes sociais é importante para o seu negócio?

Quando uma empresa cria uma página nas redes sociais, pressupõe-se que tenha o objetivo principal de manter um canal aberto e direto com o cliente. Por se tratar de uma excelente ferramenta para medir a relevância de sua empresa na sociedade, as redes sociais servem como termômetro para você entender o que o seu cliente pensa e deseja da sua marca, se o seu produto está ou não agradando.

A maioria dos comentários ou mensagens deve ser usada para facilitar o entendimento e atendimento ao cliente. Se esse canal, for bem trabalhado, rapidamente vai fidelizar e captar novos clientes, mas isso só vai acontecer se a empresa aprender a ouvir e entender o desejo do público.

Como conquistar fãs?

Estar nas redes socias não significa somente abrir uma conta. É preciso que haja interação com os fãs por meio da produção de um conteúdo de qualidade e de interesse do seguidor, sem nunca deixar de lado um bom trabalho de relacionamento com o consumidor. Usuários que recebem atenção e uma “prestação de serviços” certamente irão se tornar fãs da sua marca e vão influenciar positivamente outras pessoas, tornando-se porta-vozes do seu negócio, além de transformar a sua marca em referência para assuntos do seu setor.

De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil tem mais smartphones ativos do que pessoas, são 220 milhões de celulares em funcionamento no país contra 207,6 milhões de habitantes (dados do IBGE). Por esses dados, podemos concluir que com o uso dos dispositivos móveis, como smartphones e tablets, cada vez mais difundidos, as empresas têm em mãos um vasto campo para explorar e as redes sociais é o campo escolhido para se jogar essa partida. Entre as cinco principais redes sociais do mundo estão o Facebook com mais de 2 milhões de inscritos, seguido pelo You Tube e WhatsApp com 1,5 milhão cada, Facebook Messenger com 1,3 milhão e o Instagram com Um Milhão de usuários. Trata-se de um imenso universo para fidelizar e conquistar novos fãs. Estar presente nas redes sociais é estar a um click do cliente.

Em comunicação digital é preciso se aproximar dos seguidores, entender o que eles querem e oferecer isso. Mas é preciso ter em mente que esse não é um trabalho fácil, que não é qualquer pessoa que pode cuidar da imagem da sua marca ou produto nas redes sociais. Por ser um trabalho que exige atenção, dedicação, seleção criteriosa dos materiais que serão publicados e da linguagem que será empregada, a pessoa responsável por sua rede social também deve ser capacitada para desenvolver essa atividade.

Existem inúmeros meios e estratégias de marketing para atingir o seu público alvo. Uma página desatualizada, com um conteúdo ruim ou com erros de língua portuguesa, por exemplo, irá depor contra a imagem da sua marca. Um cliente que não recebe um feedback rápido e apropriado não se sentirá acolhido e irá procurar uma outra empresa que o satisfaça ou o atenda de maneira eficaz.

Oferecer um conteúdo de valor, informativo, relevante e útil, fazer uso das ferramentas de anúncio das próprias redes sociais, ter o apoio de clientes antigos por meio de depoimentos, criar ofertas específicas para os seus seguidores, ter planejamento, periodicidade e sistemática; apostar em parcerias com blogueiros ou produtores de eventos, atender imediatamente ao consumidor – tanto aquele que está satisfeito, mas principalmente aquele que demonstra qualquer insatisfação -, são ações que podem ser cruciais para fidelizar ou perder vários clientes em potencial.

Criar uma presença digital de qualidade pode parecer simples, mas o ideal é consultar um profissional ou agência que tenha qualificação. A ideia é engajar o público ao ponto de ele fazer propaganda gratuita para a sua empresa. Isso só irá acontecer com um trabalho bem alinhado aos objetivos a serem alcançados, e com o emprego de métricas e estatísticas para mídias sociais. Em um mundo altamente conectado, usar as mídias sociais para ficar próximo ao público é fundamental para qualquer negócio.

Fonte: Administradores

Mercado geek está pronto para pular de fase no Brasil

S¿o Paulo, dezembro de 2016. Cobertura do evento CCXP 2016 no S¿o Paulo EXPO. Foto: Carolina Vianna.

Segundo especialistas, o mercado geek ainda está longe de atingir seu potencial total no Brasil. A quantidade de filmes, séries, quadrinhos, games, produtos licenciados e eventos como a CCXP, que acontece a partir desta quinta-feira, 6, em São Paulo, é só um indício da proporção que o segmento pode ter. Pelo menos essa é a opinião de representantes de empresas ligadas a esse universo, como Hasbro, Piticas, Social Comics, Imaginarium e Nerd ao Cubo. “Se você analisar alguns nichos, como o cinema, dos dez filmes mais vistos em 2017, oito eram ligados a algo da cultura pop, super-heróis ou outra temática relacionada ao mundo geek. Podemos avaliar que a cultura pop ainda está em alta e nem alcançou um nível de estabilização. Há muito a ser explorado”, diz Kellen Silverio, diretora de marketing da Hasbro.

(Crédito: Hermes Rivera/Unsplash)

Ao Meio & Mensagem, executivos de cada marca compartilharam suas percepções sobre o desenvolvimento desse segmento, quais as lacunas podem ser exploradas e os obstáculos para o avanço do universo geek em produtos e serviços.

Definição

Geek, nerd, game, cultura pop: todos são conceitos muito difundidos e um tanto nebulosos. Nesse embalo, as marcas podem se perder na criação de produtos e linhas geek. “Eu prestei consultoria um tempo atrás pra uma marca que pegava a imagem do Batman e colocava em um produto e chama isso de linha geek. Isso não é uma linha Geek, isso é só um produto com o Batman estampado”, diz João Paulo Sette, criador do Social Comic, plataforma de streaming para quadrinhos. Para ele, o diferencial de um produto geek está no efeito de paixão e necessidade que determinada peça licenciada causa no consumidor.

“Geek está muito mais relacionado àquilo que nos apaixona, que nos torna fã de alguma coisa. Nós sempre seremos fã de algo. Minha avó, lá na Paraíba, escuta todos os dias Padre Reginaldo Manzotti. Ela adora o Padre, tem camisa e livro dele. Minha avó é uma geek do Padre Reginaldo do mesmo jeito que eu sou do Spider Man e do Senhor dos Anéis? Quem diz que o que ela sente pelo padre é diferente do que eu sinto pelo Aranha ou pelos Hobbits? Por isso que o mercado geek é muito mais amplo do que a gente imagina”, diz o executivo.

Comunicação

É no fanatismo descrito por João Paulo que a Piticas encontrou uma das peças chaves para conquistar o consumidor de produtos geek, por meio de camisetas, moletons e outras peças de vestuário. Felipe Rossetti, co-fundador, avalia que as empresas devem se aprofundar nos estudos sobre quem é o público-alvo e a série, desenho, filme, game ou HQ, que é consumido.

“Esse nosso nicho de mercado é bem fechado e diferente. Nos outros nichos você coloca um influenciador de massa geral, que a relação é muito direta entre número de seguidores e engajamento. Então quando nós fazemos uma campanha ou produto, é para o fã. Ou seja, tem que ter diferença na estampa: colocamos um detalhe que só quem é fã vai entender”, conta.

“Há um processo interessante das marcas e redes de varejo conhecerem o próprio mercado, se sentirem mais confiantes e ampliar o investimento em coleções e ações de promoção”, diz Thiago Colares, diretor de marketing da Imaginarium. “Isso pode gerar oferta consistente e com calendário mais constante, em virtude desse conhecimento mais aprofundado do próprio mercado, que, ao meu ver, ainda está em maturação.”

Questão de inovação

Para Diogo Santos, sócio-fundador da Nerd ao Cubo, clube de assinatura de colecionáveis e outros objetos, todas as empresas devem e podem estar nesse segmento, desde que saiba a ponte entre seu produto ou serviço e o conteúdo: “Vejamos o mercado de carros por exemplo. A industria automotiva ainda não apostou no mercado Geek. Já houve carros da Copa, do Rock In Rio… Houve, sim, um Jeep Renegade Batman vs Superman, mas não foi lançado no Brasil. Sabemos que o Camaro teve um bom número de vendas impulsionado pelo Bumblebee de Transformers, que inclusive tem novo filme agora em dezembro. Como representante da classe geek, eu afirmo que meu maior sonho como consumidor desse mercado é ter um Delorean (carro da série De Volta para o Futuro) e tenho certeza que há milhares como eu”, diz.

Para Thiago Colares, “a oferta do varejo, no Brasil, ainda é fragmentada, em players que em muitos casos não possuem abrangência nacional. Há um potencial a ser explorado no varejo físico e cross com opções de entretenimento e experiência, como se vê no mercado americano.”

Felipe Rossetti acredita que uma das áreas dentro do universo geek que carece de exploração são os animes e games. Segundo o executivo, o faturamento com produtos relacionados a game da Piticas cresceu 20% nos últimos três anos. “É o nicho que mais cresce dentro do mercado geek”, diz.

“Lá fora, tanto na Ásia quanto nos EUA, são áreas bem consolidadas, e as empresas brasileiras nunca acreditaram muito nesse nicho de mercado. Agora que estão começando a enxergar que existe um mercado gigantesco. Podemos ver isso com as magazines que até pouco tempo atrás não trabalhavam com licenciamento em suas estampas”, diz Felipe. “Agora, todas estão entrando com força no produto licenciado. Isso é um perfeito exemplo do porquê e como o mercado está se expandido. Não foi explorado antes, porque não enxergavam as possibilidades de lucro.”

Obstáculos

Além de definir, comunicar e inovar, um dos entraves apontados por Diogo Santos é o sistema de importação e exportação de produtos, cujas taxas são caras e as regras numerosas. “As detentoras das marcas precisam facilitar o licenciamento. O Brasil não produz mais porque as portas estão fechadas. Pouquíssimas marcas conseguem licenciar e têm seguir regras que limitam os produtos, além de arcar com um custo alto. Essa é uma área que pode mudar, só depende das marcas. Quanto à importação, infelizmente o importador precisa repassar para o cliente os custos super altos de tarifas, de distribuição e ainda embutir sua margem. Dessa forma tudo fica caro”, diz. Tudo isso encarece produtos: “Os Pop Funkos, que são uma verdadeira febre, por exemplo, são vendidos no Brasil com um valor médio de 10 a 15 vezes superior ao preço de saída de fábrica”.

Fonte: Meio & Mensagem

FALE CONOSCO

Entre em contato conosco pelo formulário abaixo, enviando seu currículo, seu portfólio ou sua dúvida. Entraremos em contato com você, assim que possível!